Savills Aguirre Newman apresenta o estudo de Shared Services

05 Abril 2018

SAVILLS AGUIRRE NEWMAN APRESENTA 1º ESTUDO SOBRE 
CENTROS DE SERVIÇOS PARTILHADOS EM PORTUGAL

• Lisboa, Porto e Braga são as cidades portuguesas com maior número de centros de serviços partilhados

• Portugal destaca-se da Irlanda, Republica Checa e Polónia, que tradicionalmente são países atrativos nesta área

• Portugal atrai empresas globais pela qualidade de recursos humanos, localização geográfica, acessibilidades, estabilidade do país e setor imobiliário atrativo

• Tendências do mercado passam pela multifuncionalidade dos centros, novas regiões para explorar, design de novos escritórios e tipo de edifícios

• As regiões têm tido um papel fundamental na sua promoção individual. Exemplo disso é a implementação de programas como o Invest Lisboa, o Invest Porto, o Invest Braga, o Choose Coimbra e o Famalicão Made In.


A Savills Aguirre Newman apresentou hoje, no Hotel Intercontinental, em Lisboa, o primeiro estudo sobre Centros de Serviços Partilhados em Portugal - Shared Services | A Real Estate Approach, revelando as principais tendências, dinâmicas e comportamentos imobiliários no setor.

Devido à crescente preocupação por parte das empresas no que se refere à otimização dos seus recursos internos, o conceito de business services tem evoluído. Desta forma, o modelo tradicional sofreu alterações, resultando na adoção de um novo conceito: Shared Services ou serviços partilhados, que pressupõe pontos de serviço estruturados e centralizados, oferecendo habitualmente funções nas áreas dos Recursos Humanos, Contabilidade, Tecnologias, entre outros. Mais recentemente, notou-se uma evolução para a adoção do termo centro de excelência.

Segundo o estudo da Savills Aguirre Newman é possível observar que as principais vantagens dos Centros de Serviços Partilhados são: redução de custos, aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos serviços e crescimento da empresa.

Além destas vantagens, vários fatores como a falta de barreiras geográficas, a melhoria de capacidades linguísticas dos colaboradores, a otimização de custos e a personalização, facilitam e permitem atualmente a instalação de centros de serviços partilhados em diversos países.

Centros de Serviços Partilhados (SCC) em Portugal

Teresa Cachada, Analista do Departamento de Consultoria da Savills Aguirre Newman comenta: “No que diz respeito à nossa realidade, as empresas globais identificam Portugal, cada vez mais, como um país com características atrativas e distintas para posicionar e instalar os seus centros de serviços partilhados. A qualidade dos nossos Recursos Humanos é um fator de destaque e muito valorizada pelas empresas. A localização estratégica de Portugal, bem como as acessibilidades, estabilidade social e o forte investimento realizado em infraestruturas também são critérios relevantes e que fazem do nosso país uma opção cada vez mais clara e de destaque para as empresas deste setor”.

São vários os fatores que pesam na escolha de Portugal, aquando da implementação de um Centro de Serviços Partilhados:

• Qualidade dos Recursos Humanos: mais de 73.000 diplomados por ano. Cerca de 40,1% dos estudantes têm conhecimentos de duas ou mais línguas estrangeiras
• Localização Geográfica: Fuso horário GMT+00, proximidade com outras cidades europeias e com o continente Africano
• Acessibilidades: Rede ferroviária e rodoviária com rápido alcance a vários pontos do país
• Estabilidade do País: Portugal é o 3.º país mais pacífico do mundo, o que reflete uma grande estabilidade social
• Setor Imobiliário Atrativo

Lisboa é a cidade portuguesa com maior número de centros de serviços partilhados atualmente, identificando-se mais de 20 centros na cidade, seguida do Porto com mais de 10 e Braga com mais de 5. Portugal destaca-se da Irlanda, Republica Checa e Polónia, que tradicionalmente são países atrativos nesta área.

O estudo refere ainda o papel fundamental que cada região tem tido na sua promoção, através de abordagens que concedem aconselhamento/acolhimento de projetos, apoio às empresas e incentivos, fundos comunitários, apoios à contratação, redução de IMI, entre outros, por meio de programas como o Invest Lisboa, Invest Porto, Invest Braga, Choose Coimbra e Famalicão Made In.

No evento destacou-se ainda o interesse demonstrado por outras cidades, como o Fundão, Setúbal e Figueira da Foz, por apresentarem polos universitários que permitem a atração de talento por um lado e custos relativamente mais baixos face aos grandes centros urbanos, por outro.

Requisitos imobiliários nos escritórios

Se por um lado é muito importante promover Portugal como um país atrativo para a instalação de centros de serviços partilhados, a existência de edifícios centrais, visíveis, com boa proximidade a serviços e acessos a transportes públicos são os principais requisitos procurados pelas empresas.

A crescente procura de espaços e a limitação da oferta, segundo o estudo, tem conduzido igualmente à reabilitação de edifícios e à consequente valorização de determinadas zonas das cidades.

No que concerne ao interior dos escritórios, o estudo esclarece ainda que os open spaces, salas de reunião, copa, áreas técnicas, lugares de estacionamentos, espaços de convívio, facility managements, phone booths, think tanks, cantina e capacidade de expansão são nomeados como os principais requisitos que valorizam um edifício, bem como o conforto e bem-estar dos colaboradores.

Tendências do mercado

Este é um mercado relativamente recente e as tendências para os próximos tempos passam pela multifuncionalidade dos centros, tipos de edifícios, novas zonas para explorar e design dos novos escritórios.

O estudo refere que habitualmente, os centros de serviços partilhados começam por funcionar apenas com uma área. No entanto, o sucesso da mesma poderá levar a uma expansão e integração de outras áreas.

A região Centro e Alentejo de Portugal são vistas como as novas zonas a explorar, por apresentarem taxas de desemprego jovem (com idade inferior a 25 anos) de 12,4% e 13,9%, respetivamente.

Ao nível do design dos escritórios, procuram-se características que permitam uma maior mobilidade dos colaboradores, assim como o aumento de espaços que tragam valor acrescentado para o trabalho e permitam maior flexibilidade e dinâmica. Reinventar os espaços é uma prioridade, de forma a tornar o local de trabalho especial e que contribua para o aumento de desempenho dos colaboradores.

 
 

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