Reabilitação e Espírito de Comunidade

14 Maio 2018

“Gostávamos de criar um espaço mais colaborativo”, é a frase que mais oiço por parte dos clientes que acompanhamos, manifestante de uma necessidade de espirito de comunidade, bem estar e tantas outras características relacionadas com esta vontade insaciável de melhorar a relação entre o ser humano e o meio ambiente em que está inserido.

Mas afinal o que é o conceito de viver em comunidade e qual o seu relacionamento com a reabilitação urbana? Pois bem olhemos para a definição de Reabilitação Urbana - Processo de obras de construção, reconstrução, ampliação, demolição e execução de edifícios com o objectivo de melhorar as condições de uso, conservando o seu carácter fundamental e de Comunidade - grupo de seres humanos que partilham elementos em comum, conceitos estes portanto, impossíveis de dissociar.

Aproveitando o bom momento que vivemos na reabilitação urbana, que não se esgota em reconstruir o edificado e espaço urbano, é fundamental dotar esta necessidade de vida em comunidade integrando-a nesta relação com o espaço físico, criando lugares mais atractivos, eficientes, dinâmicos, flexíveis e inovadores.

Estes dois conceitos reunidos e bem trabalhados resultam em espaços que nos convidam a “entrar”, sem que exista a necessidade imediata de o fazer, em suma convidam-nos porque nos mostram o potencial em ter uma experiência positiva. No final o que verdadeiramente interessa é esta experiência que não se esquece, que nos faz querer voltar, sejamos colaboradores ou visitantes, em turismo ou em família.
Vejamos alguns exemplos como o do LACS, um espaço de escritórios que procura reunir num só edifício um conjunto de serviços, providenciando outros facilities que garantem um maior conforto aos utilizadores e visitantes. Outro exemplo, o jardim do Campo Grande, considerado o maior espaço verde do centro de Lisboa, onde podemos passear no lago de barco a remos, tomar uma bebida enquanto as crianças brincam no parque ou ainda jogar Padel de dia e de noite. Os próprios mercados, à semelhança do Mercado de Campo de Ourique, onde conseguimos aliar as compras dos produtos frescos e tradicionais a uma variada escolha de restaurantes inseridos no próprio mercado onde podemos ter um momento agradável de refeição. As nossas cidades e mesmo vilas, estão a conseguir criar este espirito colaborativo e transformador que nos fazem querer viver o espaço sem grandes limitações.

A mensagem que importa salientar é a de sermos parte integrante nesta reabilitação. Fazê-lo de forma envolvente e responsável é imprescindível. Com a ajuda de todos, investidores, entidades licenciadoras, consultores, engenheiros, arquitetos, designers, construtores, entre outros, será com certeza muito mais fácil e ágil obter excelentes resultados, assim sendo é de extrema importância o reconhecimento de que todos somos necessários neste processo de melhoria.

Não esqueçamos também que quanto maior o conhecimento mais dotados estaremos de fazer mais e melhor. Neste ponto temos bastante a reter das certificações internacionais, como é o caso do WELL Building Standard, que estabelece critérios na relação entre edificios e os seus ocupantes - 1º certificado do mundo focado exclusivamente na saúde e no bem-estar humano. Para os mais curiosos ou cépticos, aqui ficam alguns dos principais beneficios para espaços mais WELL na sua língua materna “73% positive impact on building leasing rate”, “62% positive impact on building value”, “79% positive impact on occupant satisfaction” by IWBI_WELL Presentation-120617.

MAHATMA GANDHI sabia o que dizia quando nos deixou a frase “A FELICIDADE ALCANÇA-SE QUANDO O QUE PENSAMOS, O QUE DIZEMOS E O QUE FAZEMOS, ESTÃO EM HARMONIA.”.

 
 

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Joana Rodrigues

Joana Rodrigues

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